Mundo Giro

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Cidadania, de acordo com a Wikipedia, é entendida como o “conjunto de direitos e deveres ao qual o indvíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive”.

Num primeiro momento, parece um tema demasiado complexo para se falar com crianças.
E é mesmo! Sobretudo quando não se recorre a uma linguagem apropriada.

Por exemplo, se for a um supermercado no Japão e não falar/ entender Japonês acha que conseguirá interpretar o que lhe estão a dizer?
A resposta é … inicialmente não! Mas com a habituação, juntando lentamente os símbolos … aos poucos irá interiorizar a língua do sol nascente. Este exemplo permite projectar-se e colocar-se no “papel” das crianças.

As idades do pré-escolar são as melhores para se criar hábitos de cidadania. Aqui, é fundamental que a escola e a família estejam alinhados e ajudem a criança a desenvolver hábitos de solidariedade, partilha, justiça, verdade, respeito pelos outros (e por si própria), tolerância, respeito pela diferença, pelo bem comum, de expor as suas ideias e de saber escutar.

Uma excelente forma ensinar – mais aplicada a estabelecimentos de ensino – é recorrer a jogos em grupo, que podem incidir sobre um único tema (por exemplo, respeito pelos outros) ou diversos (um único jogo pode “trabalhar” todos os hábitos mencionados anteriormente).

A família pode e deve claramente fazer isto com base no exemplo ou com jogos – se possível em grupo (este último ajuda também a reforçar os laços familiares e consegue proporcionar momentos de qualidade entre todos).

Para que se perceba como é possível transmitir esta mensagem às crianças, recomendo a leitura do livro “Gabriel Direitinho”. Entusiasmados?

Então vamos zelar pelo futuro deste país e ensinar aos nossos filhos a importância de sermos bons cidadãos. É fundamental, urgente e muito…Giro!

Tânia Sereno
Mundo Giro
KDZ Spotter @ On Spot Marketing

 

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O que é comprar?
Porque tenho de pagar por uma coisa que quero na loja?
O que é caro?
O que é barato?

Estas são perguntas que as crianças fazem, principalmente na primeira infância e a na fase em que a aprendizagem intensiva faz parte do seu dia a dia.

Já os pais, ao pressentirem que os filhos têm estas dúvidas, inevitavelmente questionam-se também:
Será que o meu filho está preparado para eu lhe explicar isto?
Quando e como o devo fazer?

A partir dos 2 anos, já os pode iniciar nestas questões “financeiras” e de “gestão de orçamento”.
Deixo algumas sugestões, adequadas a cada segmento etário… (Se tiver dúvidas para idades superiores, não hesite em perguntar-nos aqui mesmo nos comentários!)

Idade Vs Actividades

2 anos
A melhor forma de começar é, sem dúvida, explicar a diferença entre o necessário e o supérfluo.
A melhor altura é, sem dúvida, quando o seu filho lhe diz “eu quero” algo supérfluo.
Explique também a diferença entre notas e moedas, usando sempre exemplos práticos.

3 anos
Vamos fazer a lista das compras?
Inclua-o neste processo e leve-o às compras consigo.
Verbalize o que vê – “estas bolachas são caras”, “as bananas estão baratas”.
No fim, deixe-o pagar um dos artigos a dinheiro (um que goste e não seja mais que 1€)

7 anos
Com esta idade já começam dar sinais de vontade de uma retribuição (“semanada”).
Novamente, as idas ao supermercado são óptimas para que, neste caso, percebam que o dinheiro é limitado e que temos que fazer escolhas que nem sempre tendem para o que mais nos agrada (ex: a mãe gostar de um batom, mas não o levar, pois o dinheiro não chega – e passando a mensagem de que vai “poupar”, ou seja, juntar para eventualmente comprar no mês seguinte).
Jogar Monopólio ou simular compras em casa, também poderá revelar-se uma ajuda preciosa.

Deixo-vos um exemplo ilustrativo:

Filho – “Mãe adorei o chapéu Y!”
Mãe –  “A tua semanada dá para o comprares?”
Filho – “Não, eu tenho X e o chapéu custa Z.”
Mãe – “Eu vi um parecido bem mais barato.”
Filho – “Mas eu queria mesmo aquele.”
Mãe – “Fazemos assim: eu dou o valor do que eu vi, que era bem mais barato, e tu pões o resto com a tua semanada”.

Ou, se quiser e achar que está preparado para tal, “poupa/junta o dinheiro da tua semanada e, quando tiveres o valor do chapéu, compras”.

Nota: Não esconda do seu filho que não pode comprar determinadas coisas em determinado mês. É importante que a criança saiba que o dinheiro custa a ganhar e que não estica. E claramente não é benéfico que a criança saiba que os pais se endividam para comprarem bens supérfluos.

Vamos pôr em prática o que aqui falámos? É giro termos pequenos gestores em casa!

Tânia Sereno
Mundo Giro
Kid Spotter

Ser criativo
Ser amigo
Ser egoísta
Ser sensível
Ser gigante
Ser anão
Ser Pai
Ser Mãe
Ser desorganizado
Ser organizado
Saber voar
Saber aterrar
Ser rotineiro
Ser desordeiro
Ter identidade única
Obedecer a regras
Construir regras
Ditar regras
Realidade
Criar personalidade
Ter o seu próprio negócio
Trabalhar para alguém
Imprescindível
Infalível
Boa disposição
Alegria
Boa companhia
Descoberta
Aventura
Tentativa e erro
Dar a volta ao Mundo
Fazer os animais falar
Dar vida a objectos inanimados
Amor

Brincar é fundamental para as crianças e importante para os adultos, que também o fazem, mas de uma forma mais controlada e regrada.

Uma criança que experiencie o faz-de-conta, jogos de tabuleiro, jogos tradicionais, brinquedos de várias formas e feitios, pintar, cantar, etc., e que o faça com regularidade, será uma criança muito mais completa, feliz e mais preparada para o futuro.

Resumindo: Brincar é Giro!

Tânia Sereno
Mundo Giro
Kid Spotter

 

Actualmente, lidamos com uma tendência de sensibilizar as crianças para o tema reciclagem. Felizmente, começam bem cedo a tomar consciência da sua importância – faz bem ao meio ambiente e complementa a formação cívica.

Uma das melhores formas de envolver a criança consiste em fazer – em conjunto –  brinquedos a partir de materiais reciclados.  Assim, de uma forma divertida, a criança aprende que alguns materiais podem e devem ser utilizados novamente e que se consegue transformá-los em algo com outro aspecto, aparência e funcionalidade.

Isto pode e deve ser feito na escola e em casa.

Quando sucede em família, possibilita também o reforço dos laços afectivos entre pais e filhos, contribuindo para quebrar o mito de que os pais raramente têm tempo para os filhos.

Para quem esteja interessado, deixo alguns exemplos de brinquedos reciclados:
Reco Reco
Maracas
Carro
Moldura
Casa de bonecas em grande escala (mas podem fazer bem mais pequeno, bastando só 1 pacote de leite para construir uma casa e, se usar vários, poderá “nascer” uma cidade inteira!)

Poderia continuar a enumerar brinquedos, mas já temos aqui diversas dicas. Se tiverem questões adicionais, experiências relevantes ou informações interessantes… por favor partilhem!

Ao fazerem brinquedos através da reciclagem de materiais, as crianças aprendem também a valorizar os seus brinquedos de compra, a tratá-los bem e a estimá-los. Deste modo, quando o brinquedo de compra ficar ultrapassado para a sua idade, estará em bom estado e poderão dá-lo a outra criança.

Despertei-vos o interesse nestas actividades?
Então não esperem mais!
Brincar com brinquedos reciclados é mesmo Giro!

Tânia Sereno

Mundo Giro
Kid Spotter

Desde há séculos que os brinquedos têm sido considerados como parte importante no crescimento e desenvolvimento das crianças. Não só promovem as competências comportamentais, como também melhoram as habilidades de aprendizagem e ajudam a aumentar a criatividade.

Além disso, contribuem significativamente para tornar as crianças mais auto-confiantes, reflectindo-se num aumento da sua auto-estima. Vygotsky atribui ao brinquedo um papel importante, “de preencher uma actividade básica da criança, ou seja, ele é um motivo para a acção.”

As crianças ganham, por isso, uma base sólida de aprendizagem através das brincadeiras.

Um único brinquedo permite à criança (re)criar uma realidade própria, uma história ou mesmo o seu quotidiano e de quem a rodeia – chama-se a isto recorrer ao Jogo Simbólico mais conhecido por Faz de Conta. Felizmente, existe uma grande variedade de brinquedos, para todas as fases/etapas do crescimento, assim como para todas as disponibilidades financeiras.

Hoje, sugerimos os puzzles.

Pedagogicamente, são um tipo de brinquedo muito versátil. Desenvolvem a motricidade fina e, sobretudo, o raciocínio espacial e lógico.

Além disso, pertencem a uma categoria especial – podem evoluir com a criança, adaptando os seus graus de dificuldade às diferentes etapas de crescimento, até à vida adulta. A sua versatilidade também se aplica à vertente económica, visto haver preços para todas as bolsas.

Quem quiser ler um pouco mais sobre este tema, pode faze-lo no livro “A História do brinquedo e dos jogos”, de Michel Manson, disponível para compra online.

Como sugestão de fim-de-semana, propomos uma visita ao Museu do Brinquedo, em Sintra, onde será possível reencontrar inúmeros brinquedos que marcaram as nossas vidas.

Acima de tudo, divirtam-se! E partilhem bons momentos com os vossos filhos… porque brincar é mesmo GIRO!

 

Tânia Sereno
Mundo Giro
Kid Spotter


Imagine um Mundo Giro onde acontece uma feira de brinquedos entre miúdos, onde eles aprendem noções de valor?

É um projeto social, sem fins lucrativos, lúdico e sobretudo educativo.