Mundo Giro

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As sombras chinesas são antiquíssimas e, ao mesmo tempo, actuais.
O que são? São figuras feitas em cartão onde a personagem tem de ser “clara”, com os contornos bem definidos e recortados para se perceber o que é (animal, pessoa ou mesmo cenário). Se a figura não for cenário e tiver movimento, é presa ao meio com um pau ou arame.
Depois, todas as figuras são encostadas a um pano grande branco com um foco de luz a incidir contra as figuras por detrás do pano.

Existem vários tipos de sombras chinesas: as estáticas (cenário), as que se movimentam num todo (as tais que se seguram por um pau/arame ao meio) e as que são articuladas (mexem cabeça, braços, pernas e/ou acessórios que as adornam).

 

 

Mas também é possível criar sombras chinesas para as quais não é necessário papel ou cartão – basta usar a imaginação e recriar as personagens usando as nossas mãos.

 

 

Ou o nosso corpo todo!

 

 

Neste caso, precisamos somente de um foco (candeeiro) e de um lençol ou pano branco.

Deixo, também, alguns exemplos com instruções para criar algumas sombras chinesas usando somente as mãos.

Vamos fazer um teatro de sombras chinesas?
E que tal tentar inventar mais personagens/figuras? Vai ser bem Giro!
Tânia Sereno
Mundo Giro
Kid Spotter @ On Spot Marketing

 

 

Birras – só de ouvir a palavra, ficamos logo com suores frios!
Com ou sem filhos, dificilmente se encontra um adulto que jamais tenha presenciado uma valentíssima birra.

Para quem tem filhos, o horror é ainda maior e, se for em público, a sensação é inexplicável… berros, objectos a voar, pontapés, etc. (depende da “criatividade” da criança e da vulnerabilidade que os pais demonstram).

Vamos, por isso, tentar desmistificar a birra e sugerir como lidar/ evitar desde muito cedo.

Primeiro, é importante esclarecer o que são as birras: manifestações de vontade própria associadas a uma contrariedade (frustração).
Esta saga começa mais ou menos aos 18 meses, passando pelo seu auge entre os 2/3 anos e pode prolongar-se até aos 5/6 anos.

Por mais estranho que pareça, existe também um lado positivo nas birras pois no fundo são manifestações de emoções, sentimentos e vontade. As crianças estão a desenvolver a sua personalidade – só não sabem como expressar e acreditam que através deste “teatro” vão obter/alcançar o que desejam.

O que fazer?

Manter a calma – se se irritar, repreender, levantar a voz ou ameaçar, etc., estará a ter um comportamento semelhante ao da criança e a mostrar-se vulnerável;

Ignorar – não lhe responda, não ande atrás da criança, faça de conta que não está lá e, se possível, afaste-se um pouco (não mais que 5 min). A sua casa é o local ideal para o fazer, mas se conseguir tente também no local público (nunca pondo em risco a criança – caso a criança faça a birra perto de escadas ou outro local qualquer que represente perigo, aí terá de a pegar ao colo). Isto não resulta de imediato, mas com o passar do tempo e algumas birras depois, a criança vê e apercebe-se que a birra não surte o efeito desejado.

Evitar a força física – a birra por si só já é uma violência enorme para a criança. Se lhe “bater”, só irá aumentar a angústia da criança e a birra ficará muito pior e mais descontrolada. A ideia passa por conseguir que a criança reencontre a estabilidade.

Castigos – Se optar por estas via, que não é desadequada, não ameace com castigos que não poderá cumprir… pode sempre ter já um local para o efeito, por exemplo: colocar a criança de castigo numa cadeira que já esteja destinada para as birras ou mau comportamento – as crianças não gostam de estar sentadas muito tempo e menos ainda por imposição de um castigo; logo, rapidamente se acalmará e dirá que está arrependida.

Se a criança for das mais persistentes e mesmo assim continuar com a birra, então pegue-a ao colo – não deve deixar que esta angústia seja por tempo indeterminado – e tente acalmá-la, dar-lhe carinho, mas nunca ceder ao pedido inicial.

O que não fazer?

Ceder à birra – “Não” é mesmo “Não”, independentemente de estar em público ou em privado.
Pai e Mãe têm de estar alinhados (caso estejam juntos durante a birra) – a criança não pode sentir fraqueza de nenhuma das partes nem discordância, pois vai usar isso a seu favor.

Vamos acabar com as birras persistentes, vai ver que até vai ser Giro!

Tânia Sereno
Mundo Giro
Kid Spotter @ On Spot Marketing

Quando se fala em histórias, quem não se lembra da frase: “Era uma vez”.

Essas histórias que nos faziam sonhar e estar sempre a pedir para as ouvirmos novamente, noites seguidas, vezes infindáveis que nunca chegaram sequer perto nos cansar.

Infelizmente, hoje em dia o facto de haver tanta falta de tempo fez com que a “hora da história” fique quase esquecida, sendo muitas vezes menosprezada no lufa-lufa das actividades quotidianas.
Nos dias que correm, poucas são as crianças que têm a sorte de ouvir histórias em casa com regularidade e ainda menos como um dos mais eficazes relaxantes antes do sono.

Os seus benefícios são imensos, já que através das histórias a criança desenvolve:

  • Linguagem (enriquece vocabulário);
  • Gosto pela leitura (ver os pais manusearem um livro desperta-lhes o interesse e curiosidade)
  • Pensamento;
  • Imaginação
  • Atenção e concentração;
  • Sensibilidade

Na minha opinião, as crianças familiarizadas com histórias revelam uma melhor preparação para o início da escolaridade obrigatória visto terem mais facilidade em aprender a ler, a escrever, a representar e inclusive a socializar.

Se tem dificuldade em se lembrar de histórias, use os livros como suporte.
Mesmo que não considere os que tem em casa sejam os mais adequados, use somente as imagens e crie a “vossa” história.
Se optar por comprar um livro mas não sabe qual o adequado ao vosso filho, há vários no mercado que são óptimos.

Sugestão: Pense num tema que queira alertar ou mensagem que queira transmitir ao seu filho, e escolha um que esteja relacionado esse tema.

Os mais frequentes estão relacionados com:

  • Quer que largue as fraldas
  • Birras
  • Não quer comer
  • Diferença entre o que está certo ou errado
  • Boas maneiras

Tenha sempre presente que quanto mais nova for a criança mais ilustrações e menos texto deve conter o livro.

Vamos recuperar as histórias e a hora do conto. Vai ser mesmo Giro!

Tânia Sereno
Mundo Giro
Kid Spotter @ On Spot Marketing

Por vezes, está em casa com os filhos e sente-se cansado(a) de fazer sempre as mesmas actividades/brincadeiras com eles?
Gostaria de fazer alguma actividade em conjunto onde todos participam, aprendem, brincam, reciclam e ainda podem ajudar o ambiente?

A sugestão que apresento é: Origami!

“Ori” vem do verbo “Oru”, que significa dobrar, e “Gami” vem da palavra “Kami”, que significa papel. Em suma, é a arte de dobrar o papel usando um pequeno número de dobras que podem ser combinadas de várias maneiras.

Quando se fala em origami, o que vem à mente é algo complicado de se fazer, associado sempre à cultura oriental. A parte da cultura oriental está correcta… quando à complexidade, depende das figuras que queira fazer.

Recomendo esta actividade para fazer com os filhos/crianças porque, além de ter uma componente que os acalma, também ajuda a desenvolver a capacidade criativa e psicomotora.

Em jeito de sugestões, deixo-vos os seguintes desafios:

– Tsuuro (garça) é um origami que associamos facilmente a esta actividade e que é muito fácil de fazer!

– Também pode optar por outros animais divertidos, como o sapo;

– Ou apostar num projecto mais tradicional, como o avião.

Muitos outros projectos para envolver toda a família estão disponíveis à distância de um clique.
Se pesquisar, não é difícil encontrar mais exemplos – o “quantos-queres” e o “catavento” são os mais conhecidos por todos nós.

Em vez de usar papel “novo”, aconselho a utilização de papel de rascunho que por algum motivo irá para o lixo; pode ser mesmo papel de jornal/revista. Se o fizer, estará a contribuir para um meio ambiente mais saudável e fará com que a criança recicle e valorize essa preocupação.

Em qualquer dos casos, deverá partir de um papel quadrado.

TsuroComo curiosidade, partilho ainda que, segundo a cultura japonesa, aquele que fizer mil origamis de uma garça – Tsuuro – terá o seu pedido realizado. Esta crença foi popularizada pela história de Sadako Sasaki.

Vamos experimentar os origamis? O resultado certamente será muito Giro!

Tânia Sereno
Mundo Giro
Kid Spotter @ On Spot Marketing

Ser criativo
Ser amigo
Ser egoísta
Ser sensível
Ser gigante
Ser anão
Ser Pai
Ser Mãe
Ser desorganizado
Ser organizado
Saber voar
Saber aterrar
Ser rotineiro
Ser desordeiro
Ter identidade única
Obedecer a regras
Construir regras
Ditar regras
Realidade
Criar personalidade
Ter o seu próprio negócio
Trabalhar para alguém
Imprescindível
Infalível
Boa disposição
Alegria
Boa companhia
Descoberta
Aventura
Tentativa e erro
Dar a volta ao Mundo
Fazer os animais falar
Dar vida a objectos inanimados
Amor

Brincar é fundamental para as crianças e importante para os adultos, que também o fazem, mas de uma forma mais controlada e regrada.

Uma criança que experiencie o faz-de-conta, jogos de tabuleiro, jogos tradicionais, brinquedos de várias formas e feitios, pintar, cantar, etc., e que o faça com regularidade, será uma criança muito mais completa, feliz e mais preparada para o futuro.

Resumindo: Brincar é Giro!

Tânia Sereno
Mundo Giro
Kid Spotter

 


Imagine um Mundo Giro onde acontece uma feira de brinquedos entre miúdos, onde eles aprendem noções de valor?

É um projeto social, sem fins lucrativos, lúdico e sobretudo educativo.