Mundo Giro

Posts Tagged ‘brinquedo

Artigo cedido e inicialmente publicado pelo Instituto de Apoio à Criança.

O brinquedo não é um acessório supérfluo.

Hoje em dia, os brinquedos ocupam um lugar considerável na vida da criança. São objetos com múltiplas funções que contribuem para o desenvolvimento dos diferentes aspetos da sua personalidade. Pais, profissionais de educação e quem os comercializa devem estar conscientes desta realidade. O Sector da Actividade Lúdica tem trabalhado sobre a segurança do brinquedo, deixando aqui algumas informações sobre o tema.

 

Brinquedo
Os objectos com os quais a criança brinca podem ser desde elementos naturais até sofisticados brinquedos que aparecem em diversos contextos da vida da criança: na escola, na comunidade, etc. Em cada um destes contextos, um brinquedo pode ser encarado como objecto: “compensador” do isolamento ou da solidão; motivador de autonomia, de partilha, de realização, de cooperação ou de informação.

Os brinquedos têm um impacto próprio e são, ao mesmo tempo, meios para brincar e estimular o desenvolvimento cognitivo e social, e representam um reflexo dos padrões culturais dos diferentes grupos sócio-económicos. A “brinquedomania” e a sobre-estimulação provocada pelo mercado dito “especializado” têm banalizado e desvirtuado esse aspecto fantástico que é o brinquedo, cuja magia deve ser recuperada.

O brinquedo simboliza a relação pensamento-acção e constitui em grande parte a matriz de toda a actividade linguística, tornando possível o uso da fala, do pensamento e da imaginação.

 

Cuidado com o que compramos…
Conhecer os mais pequenos!

É de extrema importância que o brinquedo escolhido tenha interesse lúdico para a criança, seja flexível, e permita que ela ponha em prática a criatividade e a imaginação. O ideal é deixar a criança escolher aquilo que mais gosta de fazer porque do ponto de vista comportamental, brincar é um fenómeno complexo, é começar a dar sentido às coisas no processo evolutivo do ser capaz de usar um objecto, uma coisa ou uma situação desde o seu inconsciente.

É importante que o adulto compreenda que a criança vive brincando, pois é o início de uma realidade compartilhada e realimentada entre o mundo exterior e o seu interior. Para a criança o conteúdo do brinquedo não determina a brincadeira é, pois o acto de brincar que revela o conteúdo do brinquedo.

Quando compramos…Devemos ter em conta a adequação do brinquedo à idade, a qualidade do material (cor, forma, dimensões) e o seu projecto educativo.  A concretização do conceito de qualidade deve centrar-se no desenvolvimento sensorial,   cognitivo,  funcional,  social e afectivo da criança. Do ponto de vista educativo, tem valor de brinquedo todo o objecto capaz de desencadear uma actividade que se transforme em brincadeira.

Critérios de Selecção
Na sua aquisição deve ter em conta que:
– reúnam as normas de segurança vigentes;
– não sejam sexistas;
– sejam adequados à idade da criança e ao seu momento evolutivo;
– fomentem a comunicação;
– sejam agradáveis aos seus sentidos;
– não sejam bélicos nem violentos.

 

Segurança do Brinquedo
O Decreto-Lei 43/2011, de 24 de Março, estabelece a segurança dos brinquedos, transpondo a Directiva n.º 2009/48/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de Junho.
A Directiva 2009/48/CE relativa à segurança dos brinquedos, entrou em vigor dia 20 de Julho de 2009, substituindo a Directiva 88/378/CEE.
No âmbito da nova directiva, entende-se como “brinquedo” produtos concebidos ou destinados a ser utilizados para fins lúdicos por crianças de idade inferior a 14 anos.

Não são considerados brinquedos (Anexo I da directiva):
· Objectos decorativos para festas e comemorações;
· Modelos reduzidos, construídos à escala em pormenor, para coleccionadores de idade igual ou superior a 14 anos;
· Conjuntos de montagem de modelos reduzidos construídos à escala;
· Bonecas regionais ou decorativas e outros artigos semelhantes;
· Reproduções históricas de brinquedos;
· Imitações de armas de fogo verdadeiras;
· Equipamentos desportivos, incluindo patins de rodas, patins em linha e pranchas de skate destinados a crianças com peso superior a 20 kg;
· Equipamento aquático, destinado a ser utilizado em águas profundas e material para crianças destinado ao ensino da natação;
· Bicicletas em que a altura máxima de selim seja superior a 435 mm;
· Trotinetas, veículos eléctricos e outros meios de transporte concebidos para desporto ou que se destinam a deslocação na via pública;
· Puzzles de mais de 500 peças;
· Armas de gás comprimido;
· Fogos de artifício, incluindo os dispositivos de detonação;
· Fundas e fisgas;
· Jogos que utilizam projécteis de pontas afiadas;
· Fornos eléctricos, ferros de engomar ou outros artigos funcionais alimentados por uma tensão nominal superior a 24 V;
· Produtos que compreendem elementos produtores de calor destinados a ser utilizados, sob a vigilância de um adulto, num contexto pedagógico;
· Veículos com motores de combustão;
· Brinquedos com máquinas a vapor;
· Equipamento electrónico e periféricos conexos;
· Software interactivo;
· Chupetas de puericultura;
· Luminárias portáteis para crianças;
· Transformadores eléctricos para brinquedos;
· Jóias de fantasia para crianças.

Santos, L. (2009). “Será fácil escolher um brinquedo?” In Saúde e Bem-Estar – Revisão em 2011.

Anúncios

Actualmente, lidamos com uma tendência de sensibilizar as crianças para o tema reciclagem. Felizmente, começam bem cedo a tomar consciência da sua importância – faz bem ao meio ambiente e complementa a formação cívica.

Uma das melhores formas de envolver a criança consiste em fazer – em conjunto –  brinquedos a partir de materiais reciclados.  Assim, de uma forma divertida, a criança aprende que alguns materiais podem e devem ser utilizados novamente e que se consegue transformá-los em algo com outro aspecto, aparência e funcionalidade.

Isto pode e deve ser feito na escola e em casa.

Quando sucede em família, possibilita também o reforço dos laços afectivos entre pais e filhos, contribuindo para quebrar o mito de que os pais raramente têm tempo para os filhos.

Para quem esteja interessado, deixo alguns exemplos de brinquedos reciclados:
Reco Reco
Maracas
Carro
Moldura
Casa de bonecas em grande escala (mas podem fazer bem mais pequeno, bastando só 1 pacote de leite para construir uma casa e, se usar vários, poderá “nascer” uma cidade inteira!)

Poderia continuar a enumerar brinquedos, mas já temos aqui diversas dicas. Se tiverem questões adicionais, experiências relevantes ou informações interessantes… por favor partilhem!

Ao fazerem brinquedos através da reciclagem de materiais, as crianças aprendem também a valorizar os seus brinquedos de compra, a tratá-los bem e a estimá-los. Deste modo, quando o brinquedo de compra ficar ultrapassado para a sua idade, estará em bom estado e poderão dá-lo a outra criança.

Despertei-vos o interesse nestas actividades?
Então não esperem mais!
Brincar com brinquedos reciclados é mesmo Giro!

Tânia Sereno

Mundo Giro
Kid Spotter

Desde há séculos que os brinquedos têm sido considerados como parte importante no crescimento e desenvolvimento das crianças. Não só promovem as competências comportamentais, como também melhoram as habilidades de aprendizagem e ajudam a aumentar a criatividade.

Além disso, contribuem significativamente para tornar as crianças mais auto-confiantes, reflectindo-se num aumento da sua auto-estima. Vygotsky atribui ao brinquedo um papel importante, “de preencher uma actividade básica da criança, ou seja, ele é um motivo para a acção.”

As crianças ganham, por isso, uma base sólida de aprendizagem através das brincadeiras.

Um único brinquedo permite à criança (re)criar uma realidade própria, uma história ou mesmo o seu quotidiano e de quem a rodeia – chama-se a isto recorrer ao Jogo Simbólico mais conhecido por Faz de Conta. Felizmente, existe uma grande variedade de brinquedos, para todas as fases/etapas do crescimento, assim como para todas as disponibilidades financeiras.

Hoje, sugerimos os puzzles.

Pedagogicamente, são um tipo de brinquedo muito versátil. Desenvolvem a motricidade fina e, sobretudo, o raciocínio espacial e lógico.

Além disso, pertencem a uma categoria especial – podem evoluir com a criança, adaptando os seus graus de dificuldade às diferentes etapas de crescimento, até à vida adulta. A sua versatilidade também se aplica à vertente económica, visto haver preços para todas as bolsas.

Quem quiser ler um pouco mais sobre este tema, pode faze-lo no livro “A História do brinquedo e dos jogos”, de Michel Manson, disponível para compra online.

Como sugestão de fim-de-semana, propomos uma visita ao Museu do Brinquedo, em Sintra, onde será possível reencontrar inúmeros brinquedos que marcaram as nossas vidas.

Acima de tudo, divirtam-se! E partilhem bons momentos com os vossos filhos… porque brincar é mesmo GIRO!

 

Tânia Sereno
Mundo Giro
Kid Spotter


Imagine um Mundo Giro onde acontece uma feira de brinquedos entre miúdos, onde eles aprendem noções de valor?

É um projeto social, sem fins lucrativos, lúdico e sobretudo educativo.