Mundo Giro

Birras: Um olhar positivo

Posted on: Maio 9, 2012

Birras – só de ouvir a palavra, ficamos logo com suores frios!
Com ou sem filhos, dificilmente se encontra um adulto que jamais tenha presenciado uma valentíssima birra.

Para quem tem filhos, o horror é ainda maior e, se for em público, a sensação é inexplicável… berros, objectos a voar, pontapés, etc. (depende da “criatividade” da criança e da vulnerabilidade que os pais demonstram).

Vamos, por isso, tentar desmistificar a birra e sugerir como lidar/ evitar desde muito cedo.

Primeiro, é importante esclarecer o que são as birras: manifestações de vontade própria associadas a uma contrariedade (frustração).
Esta saga começa mais ou menos aos 18 meses, passando pelo seu auge entre os 2/3 anos e pode prolongar-se até aos 5/6 anos.

Por mais estranho que pareça, existe também um lado positivo nas birras pois no fundo são manifestações de emoções, sentimentos e vontade. As crianças estão a desenvolver a sua personalidade – só não sabem como expressar e acreditam que através deste “teatro” vão obter/alcançar o que desejam.

O que fazer?

Manter a calma – se se irritar, repreender, levantar a voz ou ameaçar, etc., estará a ter um comportamento semelhante ao da criança e a mostrar-se vulnerável;

Ignorar – não lhe responda, não ande atrás da criança, faça de conta que não está lá e, se possível, afaste-se um pouco (não mais que 5 min). A sua casa é o local ideal para o fazer, mas se conseguir tente também no local público (nunca pondo em risco a criança – caso a criança faça a birra perto de escadas ou outro local qualquer que represente perigo, aí terá de a pegar ao colo). Isto não resulta de imediato, mas com o passar do tempo e algumas birras depois, a criança vê e apercebe-se que a birra não surte o efeito desejado.

Evitar a força física – a birra por si só já é uma violência enorme para a criança. Se lhe “bater”, só irá aumentar a angústia da criança e a birra ficará muito pior e mais descontrolada. A ideia passa por conseguir que a criança reencontre a estabilidade.

Castigos – Se optar por estas via, que não é desadequada, não ameace com castigos que não poderá cumprir… pode sempre ter já um local para o efeito, por exemplo: colocar a criança de castigo numa cadeira que já esteja destinada para as birras ou mau comportamento – as crianças não gostam de estar sentadas muito tempo e menos ainda por imposição de um castigo; logo, rapidamente se acalmará e dirá que está arrependida.

Se a criança for das mais persistentes e mesmo assim continuar com a birra, então pegue-a ao colo – não deve deixar que esta angústia seja por tempo indeterminado – e tente acalmá-la, dar-lhe carinho, mas nunca ceder ao pedido inicial.

O que não fazer?

Ceder à birra – “Não” é mesmo “Não”, independentemente de estar em público ou em privado.
Pai e Mãe têm de estar alinhados (caso estejam juntos durante a birra) – a criança não pode sentir fraqueza de nenhuma das partes nem discordância, pois vai usar isso a seu favor.

Vamos acabar com as birras persistentes, vai ver que até vai ser Giro!

Tânia Sereno
Mundo Giro
Kid Spotter @ On Spot Marketing

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