Mundo Giro

Mãe, posso ser eu a pagar?

Posted on: Fevereiro 22, 2012

O que é comprar?
Porque tenho de pagar por uma coisa que quero na loja?
O que é caro?
O que é barato?

Estas são perguntas que as crianças fazem, principalmente na primeira infância e a na fase em que a aprendizagem intensiva faz parte do seu dia a dia.

Já os pais, ao pressentirem que os filhos têm estas dúvidas, inevitavelmente questionam-se também:
Será que o meu filho está preparado para eu lhe explicar isto?
Quando e como o devo fazer?

A partir dos 2 anos, já os pode iniciar nestas questões “financeiras” e de “gestão de orçamento”.
Deixo algumas sugestões, adequadas a cada segmento etário… (Se tiver dúvidas para idades superiores, não hesite em perguntar-nos aqui mesmo nos comentários!)

Idade Vs Actividades

2 anos
A melhor forma de começar é, sem dúvida, explicar a diferença entre o necessário e o supérfluo.
A melhor altura é, sem dúvida, quando o seu filho lhe diz “eu quero” algo supérfluo.
Explique também a diferença entre notas e moedas, usando sempre exemplos práticos.

3 anos
Vamos fazer a lista das compras?
Inclua-o neste processo e leve-o às compras consigo.
Verbalize o que vê – “estas bolachas são caras”, “as bananas estão baratas”.
No fim, deixe-o pagar um dos artigos a dinheiro (um que goste e não seja mais que 1€)

7 anos
Com esta idade já começam dar sinais de vontade de uma retribuição (“semanada”).
Novamente, as idas ao supermercado são óptimas para que, neste caso, percebam que o dinheiro é limitado e que temos que fazer escolhas que nem sempre tendem para o que mais nos agrada (ex: a mãe gostar de um batom, mas não o levar, pois o dinheiro não chega – e passando a mensagem de que vai “poupar”, ou seja, juntar para eventualmente comprar no mês seguinte).
Jogar Monopólio ou simular compras em casa, também poderá revelar-se uma ajuda preciosa.

Deixo-vos um exemplo ilustrativo:

Filho – “Mãe adorei o chapéu Y!”
Mãe –  “A tua semanada dá para o comprares?”
Filho – “Não, eu tenho X e o chapéu custa Z.”
Mãe – “Eu vi um parecido bem mais barato.”
Filho – “Mas eu queria mesmo aquele.”
Mãe – “Fazemos assim: eu dou o valor do que eu vi, que era bem mais barato, e tu pões o resto com a tua semanada”.

Ou, se quiser e achar que está preparado para tal, “poupa/junta o dinheiro da tua semanada e, quando tiveres o valor do chapéu, compras”.

Nota: Não esconda do seu filho que não pode comprar determinadas coisas em determinado mês. É importante que a criança saiba que o dinheiro custa a ganhar e que não estica. E claramente não é benéfico que a criança saiba que os pais se endividam para comprarem bens supérfluos.

Vamos pôr em prática o que aqui falámos? É giro termos pequenos gestores em casa!

Tânia Sereno
Mundo Giro
Kid Spotter

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